SUGESTÕES PARA A ELABORAÇÃO DE UM TRABALHO CIENTÍFICO
(Ensino Secundário)

É importante que se considere estas indicações como sugestões para facilitar a produção de um trabalho escrito e não como normas rígidas. Importa não perder o espírito crítico e o gosto pelo trabalho que se está a realizar. Naturalmente há que fazê-lo com bom senso e espírito científico.

É nesse sentido que devem ser entendidas estas indicações.

COMO INICIAR O TRABALHO

Ao contrário do que possa pensar-se, um dos primeiros passos quando se começa a redigir um trabalho é atribuir-lhe um título e elaborar uma introdução e um índice.
Muitas vezes todos estes elementos, mesmo o título, são provisórios e podem vir a ser alterados ao longo do desenvolvimento do trabalho. No entanto, eles ajudam-nos a arrumar as nossas ideias e a pensar melhor o que queremos escrever.

A escolha do título é muito importante pois ajuda a delimitar o tema do trabalho. Um bom título poderá já ser um projecto de trabalho.

O índice poderá corresponder às etapas do trabalho, numerando cada uma delas (1, 2, 3, etc). O índice provisório serve para definir o âmbito da nossa pesquisa e será ainda melhor se este primeiro índice funcionar como um sumário, onde, para cada capítulo, se esboce um breve resumo daquilo que se pretende abordar.

A introdução não é mais que uma explicação do próprio índice. “Neste trabalho partimos da hipótese de … e procuraremos demonstrar que… No primeiro capítulo tentaremos tratar a questão x; no segundo abordaremos o problema y. No desenvolvimento deste trabalho seguiremos o método… Em conclusão, tentaremos demonstrar que…
Quando se chega à introdução definitiva, esta deverá destinar-se a ajudar o leitor a saber previamente aquilo que vai encontrar, como um bom aperitivo antes de uma boa refeição.

A QUEM NOS DIRIGIMOS

Um trabalho escrito é como um livro. Não nos dirigimos ao professor mas ao mundo inteiro.

COMO SE ESCREVE

Não há regras exaustivas, porque cada pessoa tem a sua própria forma de escrever. De toda a maneira são possíveis algumas indicações gerais, pensando sobretudo na clareza do texto.

Nada de frases muito longas. Uma tarefa importante quando se passa da primeira redacção do trabalho para a versão final é proceder a essa verificação. Assim, importa evitar o excesso de orações subordinadas e de pronomes, principalmente o pronome relativo que, muito cómodo quando se escreve, mas que ao repetir-se sucessivamente torna as frases incompreensíveis.

Por exemplo, não escrever:

O pianista Wittgenstein, que era irmão do conhecido filósofo que escreveu o Tractatus  Lógico-Philosophicus, que muitos hoje em dia consideram a obra prima da filosofia contemporânea, teve a ventura de Ravel ter escrito para ele o concerto para a mão esquerda dado que tinha perdido a direita na guerra.

No exemplo dado, seria preferível:

O pianista Wittgenstein era irmão do filósofo autor do célebre Tractatus  Lógico-Philosophicus, muitas vezes considerado a obra prima da filosofia contemporânea. Este pianista tinha perdido a mão direita. Por isso Ravel escreveu-lhe um concerto para a mão esquerda.

Numa primeira redacção do trabalho, escrevam tudo o que vos passar pela cabeça. É para isso que servem os rascunhos. A segunda redacção do trabalho assemelha-se muito ao trabalho de monda dos agricultores, em que se acrescenta alguma coisa mas se elimina muito mais. Saber riscar e eliminar é uma parte essencial de saber escrever.

Não é indispensável escrever os capítulos pela mesma ordem em que eles vão ser arrumados para o leitor.

Embora a um nível de iniciação, está-se a produzir um trabalho científico. Assim, não se deve utilizar a primeira pessoa do singular eu, mas o plural, nós, porque se presume que os leitores possam partilhar as nossas opiniões. Ou, muito simplesmente, evitam-se os pronomes pessoais (no singular ou no plural) e usam-se expressões simples, com sujeito indeterminado, do tipo “Deve, portanto, concluir-se...”, em vez de “Concluo portanto...”.

Nunca se usa o artigo antes do nome próprio. Assim, escreve-se “Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia” e nunca “O Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia”.

É importante não misturar as nossas próprias ideias com as ideias dos autores que nos servem como fonte de informação.
Deve evitar-se também o uso de reticências, pontos de exclamação ou outros sinais que demonstrem carácter opinativo.

AS CITAÇÕES

Quando se cita

Cita-se um texto sobre o qual se quer desenvolver um comentário às ideias expressas pelo autor citado. Cita-se um texto em que as ideias do autor são usadas como reforço das ideias que pretendemos desenvolver.

Assim, conclui-se que não faz sentido citar um autor para confirmar um facto universalmente reconhecido, como por exemplo: “Segundo Carl Sagan, a luz desloca-se à velocidade de 300.000 km/s” ou “Na opinião de José Mattoso, D. Afonso Henriques herdou o governo do Condado Portucalense”.

Como se cita

Há várias formas correctas de fazer uma citação. Importa desde logo que o autor e a obra citada fiquem claros para o leitor.

As formas de citação mais utilizadas são:

- a referência em nota. Neste método, numeram-se por ordem as citações e indica-se o autor e a obra em notas de rodapé, com referência bibliográfica completa. Esta tarefa está hoje muito facilitada pelos programas de edição de texto como o Word.

- com a indicação do apelido do autor e da data de publicação da obra entre parênteses logo a seguir à própria citação.

Note-se que estes dois métodos, o primeiro mais utilizado nos países latinos, o segundo mais utilizado nos países anglo-saxónicos, estão igualmente correctos, podendo optar-se por qualquer um deles. No entanto, uma vez feita a opção, deve manter-se o método escolhido ao longo de todo o trabalho.

Exemplo 1:

As nossas ideias actuais sobre o movimento dos corpos vêm dos tempos de Galileu e de Newton. Antes deles as pessoas acreditavam em Aristóteles, que afirmou que o estado natural de um corpo era estar em descanso e só se mover quando sobre ele fossem exercidos uma força ou um impulso”.(1)
(1) HAWKING, Stephen W, Uma breve história do tempo, Lisboa, Círculo dos Leitores,1988, p.31

Exemplo 2:

"As nossas ideias actuais sobre o movimento dos corpos vêm dos tempos de Galileu e de Newton. Antes deles as pessoas acreditavam em Aristóteles, que afirmou que o estado natural de um corpo era estar em descanso e só se mover quando sobre ele fossem exercidos uma força ou um impulso” (Hawking, 1988)

APRESENTAÇÃO ESCRITA

O texto ganha clareza se estiver dividido em capítulos e estes em subcapítulos, espaçados entre si. Apresentam-se a seguir duas possibilidades, igualmente correctas:

Exemplo 1 Exemplo 2
2. A REDACÇÃO

2.1. A quem nos dirigimos

2.2. Como se escreve

2.3. As citações
2.3.1. Quando se cita
2.3.2. Como se cita
2. A redacção

2.1. A quem nos dirigimos

2.2. Como se escreve

2.3. As citações
2.3.1. Quando se cita
2.3.2. Como se cita



Qualquer trabalho só fica completo com indicação da bibliografia e do índice.
Relativamente à bibliografia, consulte-se as normas constantes dos Tutoriais da Biblioteca Digital.

A tarefa de produção do índice está hoje muito facilitada com a existência dos  programas de edição de texto como o Word. Refira-se apenas que ele deve contemplar todos os títulos e subtítulos utilizados, com indicação da numeração e da página do trabalho em que se iniciam. O Índice pode ser colocado no início ou no fim do trabalho.

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